domingo, 11 de maio de 2008

Adeus família





Através da janela espio a vida,
Enquanto os passaros tentam amar
Teias de mentiras são tecidas
Sempre em nome de um bem maior.
Sonhos são fabricados e usados como portas
Para escapar das mentiras próprias
Que sujam a alma.
Corpos adoecem em meio aos sonhos
Marcando os sofás com inércia
E, na cozinha, pratos sem gosto são assados.
Algumas mentes sem rumo
Absorvem deseperadamente conhecimentos sem meio de uso
E o chão é limpo da sujeira visível.
Risadas fabricadas na garganta são atiradas na parede
Fazendo recheio a comentários sarcásticos
E, dessa forma, a casa finalmente se desfaz
Deixando para trás um passado não vivido
Amizades feitas em guerra
E, de longe, pode-se ver um futuro que não se vê
A não ser pelos olhos da fé.

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