sábado, 22 de setembro de 2007

As estrelas e eu




Quando me sinto perdido, como nesta noite, vou até a minha janela e ascendo um cigarro. Apoio meus braços nos joelhos e contemplo o céu. Em questão de instantes minha mente começa a decolar através dos céus e de suas eternas companheiras, as estrelas.


Entre constelaçaões e duvidas, eu medito sobre o que me aborrece, me tira do centro, este estado tão difícil de ser alcançado e, principalmente, mantido. Geralmente é só colocar Shakira ou Carly Simon pra tocar para sentir minha alma abrandando aos poucos. Não sei bem o porque, mas existe algo na voz dessas mulheres que pode ser comparado com a lira de Apolo. Mas quando a música não é o suficiente é só mirar as estrelas e esperar.


Penso em meu pai, que tão distante luta pela manutenção da família, penso em minha mãe que nunca para de lutar pelo que quer, mas não percebe que está sempre com armas em punho devido a tal luta. Penso em Giselle, minha irmã, que está tentando entrar na medicina da UFMG e em Grazielle, que quanto mais ganha espaço na vida se torna fria e ausente.Também penso em um amor inconstante, que me me faz sofrer. Penso no rumo que estou dando em minha vida, o que é valido e que não é, e busco uma compreensão quase divina dos fatos.


A primeira sensação que me vem é de medo seguida do que chamo de "pequenidade". Me enxergo como menos que uma fagulha dentro do Universo. Penso que minha vida deve seguir como seguem os astros, determinados e seguros. Sinto medo pela solidão que chega quando se olha para as estrelas. Parece que são só elas e eu em toda a galáxia, e nada mais. Logo depois a "pequenidade" que, com certeza, vem do tamanho do Cosmo em relação a mim e do quanto me sinto ínfimo diante do seu espaço infinito.


O que torna a experiência interessante é que sempre, no final, me vem uma paz muito grande. Um sentimento fresco de esperança trazido pelo vento imprevisível da noite. Segurança que me vem quando lembro que tudo na vida muda, mas acompanhando o plano do Grande Deus. A única coisa que eu sei que não muda são as estrelas no céu e não importa qual rumo eu tome ou quanto tempo fico sem procura-las, elas sempre vão estar lá esperando por mim.

3 comentários:

Unknown disse...

Nem sei o q dizer...foi lindo o q escreveu mas sempre sinto uma coisa estranha, uma vontade d q vc seja p sempre aquele meu menininho...tenho vontade d ser mais p vc, ser sua cumplice ser próxima fazer c q vc pare e pense nos meus conselhos pq sei q posso t passar um pouco da vida e das coisas como eu enxergo p q possamos nos entender e fazer parte do mesmo mundo...tem tanta coisa q eu queria t dizer q eu queria fazer por vc, q é tão inacessível às vezes,...Mas basicamente queria mesmo q soubesse q verdadeiramente t amo e desejo do fundo do meu coração q tdo dê certo e q vc sempre pode contar comigo.Vc estará sempre em minhas orações, em meu coração...

Anônimo disse...

Uau, Phill. Vc escreve bem demais.
Vou virar assidua do seu blog.
Esse texto ficou lindo e tão pessoal. As estrelas estão lá, por anos e anos, mas elas tb se apagam, mas demora uma eternidade tão grande que não vemos e quando uma se apaga outras aparecem e assim vamos... seguindo estrelas, procurando razão de viver, um amor constante e maduro, algo que nos dê prazer.
Vc é lindo, por dentro e por fora, e merece várias estrelas brilhando em seu caminho.
Beijo

Vicente Duarte disse...

Algumas pessoas nascem com dons divinos, dentre tantos que você possue, com certeza escrever é um deles!
Continue assim, nos presenteando com palavras que fazem bem a nossos corações.
Como já disse um poeta certa vez: "Palavras suaves são como favos de mel, doçura para a alma e saúde para o corpo".
Parabéns, repita isso sempre!